sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Andrés faz mistério sobre "naming rights" da Arena e diz temer apelidos

Ex-presidente confirma que clube está perto de anunciar a venda dos naming 
rights da Arena Corinthians e diz que "apelidos" preocupam a empresa interessada


Andrés Sanchez, superintendente do Corinthians (Foto: Reprodução/SporTV)Andrés Sanchez, superintendente do Corinthians (Foto: Reprodução/SporTV)
Sanchez disse que a intenção do clube éfechar o negócio nos próximos dias e então fazer o anúncio oficial, o que, segundo ele, pode acontecer já no próximo jogo do Corinthians em casa, dia 22, contra o São Paulo.  
- Está quase, quase fechado. Mas o torcedor pode ficar tranquilo. É uma coisa muito grande, nova no Brasil. Pode ter certeza que nos próximos dias vai fechar, já está bem adiantado - disse. 
A grande preocupação da empresa, segundo Sanchez, é o risco de fazer um alto investimento e o nome do estádio "não pegar". Todo a negociação está sendo feita pelo marketing do clube junto com Sanchez, que aproveitou para pedir a colaboração da imprensa para quando a venda dos naming rights for confirmada. 

- O que mais compromete é a internet, a imprensa não falar o nome. Esse é o maior medo do cara que vai pôr o dinheiro: ficar apelidando. As pessoas podem falar o que quiser, mas a mídia, a imprensa, a internet têm que falar o nome, esse é o grande entrave - explicou. 
O ex-presidente revelou ainda que uma - das duas empresas que negociam - está mais próxima do acerto, mas destacou que o clube precisa considerar vários aspectos dentro das propostas, como o tempo de contrato - uma prevê 20 anos, outra 15, segundo ele. Sanchez chegou a citar empresas do ramo do varejo e do petróleo, mas posteriormente disse tratar-se de um exemplo, escolhido aleatoriamente. 
- Uma empresa de um a 100%, falta 20, e a segunda empresa de um a 100%, falta 40% (...) Tem uma empresa que é um projeto de trabalho, uma empresa de varejo, e uma de petróleo. A de petróleo quer algumas ações específicas, a de varejo quer outras ações muito maiores, onde se pode envolver o sócio e uvir o torcedor como um todo. Em um projeto de uma empresa de petróleo, por exemplo, é outro coisa, ela quer quantas vezes pode fazer evento, que tipo de evento, esse tipo de coisa. O que muda bastante é isso - afirmou. 
ENTENDA
A venda dos naming rights da Arena é um projeto antigo do Corinthians. Desde que as obras começaram, em 2011, o clube abriu negociações com diversas empresas, brasileiras e estrangeiras, mas nenhum acordo foi finalizado. Desde o início, a meta do clube era receber R$ 400 milhões pelo período de 20 anos.
O atraso na venda do nome do estádio, aliás, foi um dos fatores que contribuiu para que o preço da Arena se elevasse. Sem esse aporte e com dificuldade para negociar os CIDs da Prefeitura de São Paulo, o fundo que administra o estádio teve de pegar empréstimos e, consequentemente, pagar mais juros. De R$ 985 milhões, a obra chegou a um custo total de mais de R$ 1,2 bilhão.

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