sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Acabou o dinheiro! 7 vezes em que presidente corintiano foi "mão de vaca"




Roberto de Andrade foi diretor de futebol do Corinthians no momento de grandes investimentos em contratações. O auge foi pagar R$ 40 milhões para ter Alexandre Pato. Mas esses parecem tempos muito distantes para quem, há seis meses, se tornou presidente do clube e mudou o sentido do barco corintiano. 

Nesse período, Roberto se acostumou a gerir o Corinthians de acordo com sua promessa de campanha, com cortes importantes nas despesas, ao melhor estilo Márcio Braga, que presidia o Flamengo quando cunhou a célebre frase "acabou o dinheiro", em 2009. Sem amolecer em nenhum momento, o presidente corintiano veta reforços, renovações, conversa com credores, corta despesas e tenta, quando possível, colocar um pouco mais de grana em caixa. 
SALÁRIO DE TITE
Inicialmente, a pedida do empresário Gilmar Veloz para que Tite voltasse ao Corinthians foi na casa de R$ 800 mil. Depois de quase dois meses em tratativas, Roberto de Andrade convenceu o treinador a voltar por pouco mais da metade. Ele ainda não era o presidente, mas tinha licença de Mário Gobbi para cuidar do planejamento de 2015 por ser o nome da situação para as eleições. 
REFORÇO SÓ DE GRAÇA - PARTE I 


Teo Gutierrez não foi para o Corinthians por questões financeiras
Teo Gutiérrez foi outra negociação a se arrastar por muito tempo, mas Roberto manteve a decisão de não desembolsar quantia para contratar o centroavante colombiano. A oferta corintiana ao River Plate-ARG foi majoritariamente feita com recursos que o Boca Juniors-ARG deve ao Corinthians pela compra de Nicolás Lodeiro. Sem grana, sem Teo: ele se transferiu para o Sporting-POR. 
REFORÇO SÓ DE GRAÇA - PARTE II
A direção ainda tentou acertar com Jonathas, mas a determinação de Roberto de Andrade foi a mesma: contratação sem desembolso. O Corinthians tentou convencer o atacante do Elche-ESP de que era a chance de ganhar notoriedade no Brasil, mas a proposta de empréstimo por três anos não sensibilizou o jogador e seus empresários. A Real Sociedad-ESP colocou dinheiro vivo e levou Jonathas. 
ADEUS GUERRERO 


Paolo Guerrero se transferiu para o Flamengo por falta de acordo financeiro
Roberto comunicou a saída de Paolo Guerrero em entrevista coletiva depois de negociar pessoalmente com os empresários do peruano por alguns meses. O presidente corintiano ficou distante do pedido de luvas em torno de R$ 18 milhões feito para um contrato novo de três anos e deu o primeiro indício bastante claro sobre o começo de gestão pé no chão. 
JUROS BANCÁRIOS
A direção corintiana gostaria de tomar um empréstimo para amenizar os problemas de curto e médio prazo, mas não levou a iniciativa totalmente adiante porque Roberto de Andrade não aceita os juros atualmente praticados. Os índices atuais são superiores a 2%. Com isso, o presidente mantém conversas com credores, principalmente os atletas, para pedir paciência com atrasados. 
CORTES ATÉ EM CONTA DE LUZ


                                   Emerson Piovesan (esquerda) é diretor financeiro do Corinthians
Roberto de Andrade definiu que as despesas do Corinthians deveriam ser reduzidas em até 30% em relação à gestão anterior. No plano para diminuir essa quantia, foi elaborado até um plano para economia de energia elétrica. Estimada em R$ 180 mil, a conta de luz foi um dos alvos administrativos e uma série de departamentos sofreram reduções, como comunicação, marketing e futebol de base. 
MAIS POR FELIPE

Felipe pode se transferir do Corinthians para Itália
O Corinthians trata sobre a possível transferência do zagueiro Felipe para a Udinese-ITA por pouco mais de R$ 15 milhões, mas tenta receber mais do que teria direito por contrato em caso de venda. Os direitos econômicos são repartidos igualmente com o Banco BMG, a quem os corintianos querem convencer a abrir mão de uma fatia entre 10 a 20%. 
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