Roberto de Andrade foi diretor de futebol do Corinthians no momento de grandes investimentos em contratações. O auge foi pagar R$ 40 milhões para ter Alexandre Pato. Mas esses parecem tempos muito distantes para quem, há seis meses, se tornou presidente do clube e mudou o sentido do barco corintiano.
Nesse período, Roberto se acostumou a gerir o Corinthians de acordo com sua promessa de campanha, com cortes importantes nas despesas, ao melhor estilo Márcio Braga, que presidia o Flamengo quando cunhou a célebre frase "acabou o dinheiro", em 2009. Sem amolecer em nenhum momento, o presidente corintiano veta reforços, renovações, conversa com credores, corta despesas e tenta, quando possível, colocar um pouco mais de grana em caixa.
SALÁRIO DE TITE
Inicialmente, a pedida do empresário Gilmar Veloz para que Tite voltasse ao Corinthians foi na casa de R$ 800 mil. Depois de quase dois meses em tratativas, Roberto de Andrade convenceu o treinador a voltar por pouco mais da metade. Ele ainda não era o presidente, mas tinha licença de Mário Gobbi para cuidar do planejamento de 2015 por ser o nome da situação para as eleições.
REFORÇO SÓ DE GRAÇA - PARTE I
Teo Gutiérrez foi outra negociação a se arrastar por muito tempo, mas Roberto manteve a decisão de não desembolsar quantia para contratar o centroavante colombiano. A oferta corintiana ao River Plate-ARG foi majoritariamente feita com recursos que o Boca Juniors-ARG deve ao Corinthians pela compra de Nicolás Lodeiro. Sem grana, sem Teo: ele se transferiu para o Sporting-POR.
REFORÇO SÓ DE GRAÇA - PARTE II
A direção ainda tentou acertar com Jonathas, mas a determinação de Roberto de Andrade foi a mesma: contratação sem desembolso. O Corinthians tentou convencer o atacante do Elche-ESP de que era a chance de ganhar notoriedade no Brasil, mas a proposta de empréstimo por três anos não sensibilizou o jogador e seus empresários. A Real Sociedad-ESP colocou dinheiro vivo e levou Jonathas.
ADEUS GUERRERO
Roberto comunicou a saída de Paolo Guerrero em entrevista coletiva depois de negociar pessoalmente com os empresários do peruano por alguns meses. O presidente corintiano ficou distante do pedido de luvas em torno de R$ 18 milhões feito para um contrato novo de três anos e deu o primeiro indício bastante claro sobre o começo de gestão pé no chão.
JUROS BANCÁRIOS
A direção corintiana gostaria de tomar um empréstimo para amenizar os problemas de curto e médio prazo, mas não levou a iniciativa totalmente adiante porque Roberto de Andrade não aceita os juros atualmente praticados. Os índices atuais são superiores a 2%. Com isso, o presidente mantém conversas com credores, principalmente os atletas, para pedir paciência com atrasados.
CORTES ATÉ EM CONTA DE LUZ
Roberto de Andrade definiu que as despesas do Corinthians deveriam ser reduzidas em até 30% em relação à gestão anterior. No plano para diminuir essa quantia, foi elaborado até um plano para economia de energia elétrica. Estimada em R$ 180 mil, a conta de luz foi um dos alvos administrativos e uma série de departamentos sofreram reduções, como comunicação, marketing e futebol de base.
MAIS POR FELIPE
O Corinthians trata sobre a possível transferência do zagueiro Felipe para a Udinese-ITA por pouco mais de R$ 15 milhões, mas tenta receber mais do que teria direito por contrato em caso de venda. Os direitos econômicos são repartidos igualmente com o Banco BMG, a quem os corintianos querem convencer a abrir mão de uma fatia entre 10 a 20%.
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